quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


Um passado que muda de repente...
Sentimentos se transformando, se metamorfoseando em coisas sem razão.
Tempo distante de alegria que agora não passa de saudade... de um aceno à distância, cumprimento frio de quem não mais se conhece.

Às vezes as diferenças realmente importam.
Não acho que deveriam mas, talvez, por sorte, o mundo não seja como quero e as coisas não aconteçam como se estivessem escritas em algum manual de instruções.

Pessoas mudam para evoluir.
Ou ao menos seria este o caminho lógico.
Em instantes me pego pensando se o mundo regrediu, se estagnei ou se estamos no lado avesso daquilo o que seria a vida real... confuso demais.

Pensamentos estranhos invadindo a mente sem permissão.
Já dispensei-os inúmeras vezes, mas sempre voltam...
Voltam porque acham que têm algo a dizer.
Mas nem sempre estou disposta a ouvir. Ainda que digam a verdade do que é certo, o caminho livre de problemas, sem pedras nem espinhos.
O que há exatamente de errado com pedras e espinhos? Com cortes e tropeços?
Acho-os necessário muitas vezes, pois tornam o aprendizado mais profundo e entranhado.

Sentir é complicado...
Mas quem disse que não deveria ser?
Aonde está escrito que tudo deveria ser fácil?
Por outro lado, complicações em excesso nunca mantiveram equilibrada a balança entre alegrias e tristezas.

Talvez faça mais sentido não sentir, não se importar com ninguém e viver uma vida egoísta, sem elos nem significado.
Uma vida sem melhores amigos, sem família unida e relacionamentos que durem mais do que um dia...
Uma vida de objetivos vagos, vitórias solitárias e derrotas em si mesmo.

Fragmentos da loucura acorrentada pela razão...
são estas as palavras que não deveria dizer.
Faz diferença ser alguém que sente e se importa, quando ninguém mais pensa desse jeito, quando parece que ninguém está nem aí pra coisa nenhuma?
Essa é uma daquelas certezas que nunca vamos ter; que buscamos incansávelmente até descobrir que a resposta é o vazio.
É a pergunta que nunca foi feita. Algo nunca refletido antes.

Uma busca vã atrás de respostas para tentar desfazer os nós que, voluntária ou involuntáriamente, se formam em nossas vidas.