Faz um tempo, muito tempo talvez, eu não era nada além de algo para ser exibido aos amigos, vizinhos e conhecidos. 'Minha filha é isso'; 'Minha neta é aquilo'. Algumas vezes penso que muitas pessoas têm filhos apenas pra exibir aos outros as qualidades que julgarem excepcionais. Exibir sim. Exibir, independente se eles, os filhos, gostam ou não disso. Um detalhe 'insignificante' e obviamente ignorado, assim como qualquer outro traço desinteressante para mostrar aos outros.
MEU filho é 'isso'. Ponto final.
E daí se meu filho faz algo além do traço que me agrada? Se possui algum talento além do que mostro aos outros?
Sei que pessoas são mais do que rótulos. Aprendi cedo. E muito cedo resolvi não mais ser troféu familiar. Só que ser vc mesmo tem um preço. Eu sabia que era mais do que 'a melhor aluna da sala de aula ou da escola', mas para algumas pessoas, fora isso, eu não era nada nem ninguém. Não, minto, eu era sim... eu era uma criança esquisita. Exatamente isso.
E depois evoluí pra adolescente estranha. Um dia essa adolescente se cansou... Me desfiz do rótulo de um jeito bem característico meu. Fui reprovada no colégio.
Tudo ia perfeitamente bem, mas decidi ser reprovada, e daí.... láaaaa se foi meu rótulo de 'mais inteligente' e 'melhor da turma' e etc.
Do nada passei a ser ninguém.
Ou melhor, passei a ser a pessoa estranha que tinham que suportar porque meus pais precisavam trabalhar.
E, sabe, manter consciência tranquila e aparências deve ser bem difícil. Me senti sendo suportada. Nada mais.
Algo como: ok... fiz isso, mas estou aqui 'me sacrificando' e 'cuidando' deste ser estranho que nem ao menos deveria ter vindo ao mundo, já que nem a melhor em nada ela é mais. Nem como troféu serve.
MEU filho é 'isso'. Ponto final.
E daí se meu filho faz algo além do traço que me agrada? Se possui algum talento além do que mostro aos outros?
Sei que pessoas são mais do que rótulos. Aprendi cedo. E muito cedo resolvi não mais ser troféu familiar. Só que ser vc mesmo tem um preço. Eu sabia que era mais do que 'a melhor aluna da sala de aula ou da escola', mas para algumas pessoas, fora isso, eu não era nada nem ninguém. Não, minto, eu era sim... eu era uma criança esquisita. Exatamente isso.
E depois evoluí pra adolescente estranha. Um dia essa adolescente se cansou... Me desfiz do rótulo de um jeito bem característico meu. Fui reprovada no colégio.
Tudo ia perfeitamente bem, mas decidi ser reprovada, e daí.... láaaaa se foi meu rótulo de 'mais inteligente' e 'melhor da turma' e etc.
Do nada passei a ser ninguém.
Ou melhor, passei a ser a pessoa estranha que tinham que suportar porque meus pais precisavam trabalhar.
E, sabe, manter consciência tranquila e aparências deve ser bem difícil. Me senti sendo suportada. Nada mais.
Algo como: ok... fiz isso, mas estou aqui 'me sacrificando' e 'cuidando' deste ser estranho que nem ao menos deveria ter vindo ao mundo, já que nem a melhor em nada ela é mais. Nem como troféu serve.